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França lidera revolta de seleções europeias contra custos da Copa 2026

Federações da Europa pressionam FIFA por melhores condições financeiras após corte de diárias e aumento de custos operacionais nos EUA.

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TL;DR · 2 min de leitura

Federações da Europa pressionam FIFA por melhores condições financeiras após corte de diárias e aumento de custos operacionais nos EUA.

A França está à frente de um grupo de seleções europeias classificadas para a Copa do Mundo 2026 que exige melhores condições financeiras da FIFA. As federações temem que os altos custos de operação nos Estados Unidos tornem a participação no torneio financeiramente desvantajosa para quem não avançar às semifinais.

O que está em jogo

Embora a FIFA tenha elevado a premiação total para US$ 546 milhões — a maior da história —, o valor não compensa, segundo as federações, os gastos crescentes com logística, hospedagem, alimentação e deslocamento nas cidades-sede americanas.

A principal queixa envolve o corte da diária por membro de delegação, que caiu de US$ 850 para US$ 600. Uma associação europeia estimou que essa redução pode representar uma perda de aproximadamente US$ 500 mil caso a equipe permaneça no torneio por um mês.

Questão tributária

Outro ponto de atrito é a tributação nos Estados Unidos. A FIFA descartou usar recursos do orçamento operacional para cobrir os impostos que cada seleção terá de pagar em solo americano. As federações argumentam que esse custo não existia em edições anteriores realizadas em países com acordos fiscais mais favoráveis.

A combinação de diárias menores, custos logísticos altos e carga tributária faz com que seleções eliminadas na fase de grupos ou nas oitavas de final possam sair do torneio no prejuízo.

Pressão sobre a UEFA

A França liderou o pedido para que a UEFA intervenha junto à FIFA em nome das federações europeias. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, prometeu buscar uma solução, mas ainda não apresentou medidas concretas.

Copa mais cara da história

O torneio de 2026 já é considerado o mais caro de todos os tempos — não apenas para torcedores, que enfrentam ingressos com preços recordes de até US$ 10.990 para a final, mas também para as próprias seleções participantes.

Com 104 jogos distribuídos em 16 cidades de três países, a logística do Mundial é incomparável a qualquer edição anterior. Para seleções com orçamentos mais modestos, a conta pode não fechar.

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