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Caos na venda de ingressos da Copa 2026: site da FIFA trava e direciona fãs a filas erradas

Fase de última hora da venda de ingressos da Copa do Mundo começou com pane no site, filas de mais de 90 minutos e torcedores redirecionados a categorias erradas.

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Fase de última hora da venda de ingressos da Copa do Mundo começou com pane no site, filas de mais de 90 minutos e torcedores redirecionados a categorias erradas.

A fase de venda de última hora de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, aberta em 1º de abril, começou de forma caótica. O site oficial da FIFA apresentou falhas técnicas, redirecionou torcedores para filas erradas e gerou esperas superiores a 90 minutos — frustrando milhares de fãs ao redor do mundo.

O que deu errado

Torcedores que acessaram o site às 12h (horário de Brasília) para comprar ingressos na modalidade “first-come, first-served” (por ordem de chegada) foram automaticamente direcionados para a fila da “PMA Late Qualifier Supporters Sales Phase”, uma janela exclusiva para fãs das seis seleções que se classificaram via repescagem na véspera. O erro impediu que esses usuários acessassem os ingressos corretos.

Além do redirecionamento, o sistema apresentou lentidão extrema e quedas intermitentes. Diversos torcedores relataram ficar presos na tela de “In Queue” sem conseguir avançar para a compra.

Preços recordes e revolta

A frustração técnica se somou à insatisfação com os valores praticados. Na reabertura da venda, o ingresso mais caro da final no MetLife Stadium saltou para US$ 10.990 na Categoria 1 — quase sete vezes o valor cobrado na Copa do Catar em 2022. Em plataformas de revenda, há bilhetes para a decisão sendo oferecidos por até US$ 36 mil.

A FIFA utiliza pela primeira vez o modelo de precificação dinâmica, no qual os valores flutuam conforme a demanda. A prática, comum no mercado de entretenimento dos Estados Unidos, é inédita em Copas do Mundo e tem gerado críticas de organizações de torcedores na Europa e de parlamentares americanos.

Reação dos torcedores e políticos

A organização Football Supporters Europe (FSE) já havia classificado a política de preços como uma “traição monumental” em dezembro, quando os ingressos foram colocados à venda pela primeira vez. Em março, 69 congressistas democratas dos EUA enviaram carta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmando que a precificação dinâmica “contrasta fortemente com a missão da FIFA de promover acesso inclusivo ao futebol”.

Em resposta às críticas, a FIFA criou uma categoria de ingressos a US$ 60 (cerca de R$ 330) para torcedores de seleções classificadas, válida para todas as fases — incluindo a final. No entanto, a quantidade disponível nessa faixa é limitada, estimada em centenas por jogo, não milhares.

Fase de última hora segue aberta

A janela de vendas permanece ativa até o final do torneio, em 19 de julho. A compra é confirmada imediatamente, diferente das fases anteriores baseadas em sorteio. Os ingressos são exclusivamente digitais, entregues pelo aplicativo oficial da FIFA — não há opção de impressão ou PDF.

A plataforma oficial de revenda também foi reaberta em 2 de abril, oferecendo uma alternativa para quem não encontrar ingressos no estoque regular.

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