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Irã quer jogar no México, mas FIFA recusa e impasse continua

Ministro do Esporte do Irã diz que o país só participa da Copa 2026 se os jogos forem realocados. FIFA mantém calendário e não cede.

Por Larissa Pinto · Reporter de Copa do Mundo

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O impasse entre o Irã e a FIFA sobre a participação na Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo. O ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, reafirmou no sábado que a presença do Irã no torneio “depende da transferência dos jogos dos Estados Unidos para o México”. A declaração contrasta com a posição da FIFA, que descartou qualquer alteração no calendário.

FIFA mantém posição firme

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, voltou a ser categórico: “As partidas serão disputadas onde devem ser, de acordo com o sorteio. Está tudo bem.” A entidade já havia rejeitado formalmente o pedido da Federação Iraniana de Futebol para transferir os três jogos do Grupo G para cidades mexicanas.

O Irã está no Grupo G com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Todos os seus jogos estão marcados para a costa oeste dos Estados Unidos — dois no SoFi Stadium, em Los Angeles, e um em Seattle.

Contexto geopolítico

A tensão se intensificou após os ataques aéreos de Estados Unidos e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro, que desencadearam um conflito regional no Oriente Médio. Desde então, a delegação iraniana expressou preocupações com a segurança da equipe em solo americano.

Na reunião de 2 de abril com Infantino, o Irã havia sinalizado disposição para participar após receber garantias logísticas, incluindo um centro de treinamento exclusivo em Tucson, no Arizona. No entanto, o ministro Donyamali voltou a condicionar a presença à mudança de local.

Congresso de Vancouver será decisivo

A FIFA pretende adiar qualquer decisão definitiva até o Congresso da entidade em Vancouver, marcado para 30 de abril. A organização monitora a evolução do conflito dia a dia e já sinalizou que uma desistência unilateral do Irã acarretaria multa mínima de 250 mil francos suíços.

Com a Copa a 66 dias de distância, o caso iraniano segue como a principal novela política do torneio. A estreia do Irã está marcada para 16 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.

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