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Pedidos de boicote à Copa 2026 crescem em meio a tensões com Trump

Proibições de viagem, caução de US$ 15 mil e proximidade entre FIFA e governo americano alimentam pressão por boicote ao Mundial nos EUA.

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Proibições de viagem, caução de US$ 15 mil e proximidade entre FIFA e governo americano alimentam pressão por boicote ao Mundial nos EUA.

Os pedidos de boicote à Copa do Mundo de 2026 ganharam força nas últimas semanas, impulsionados por uma combinação de restrições de viagem impostas pelo governo de Donald Trump, exigências financeiras para torcedores de países africanos e a crescente proximidade entre a FIFA e a Casa Branca.

Quem pede o boicote

Na Alemanha, uma pesquisa revelou que 47% da população apoiaria um boicote caso Trump avance sobre a Groenlândia — embora a federação alemã tenha descartado oficialmente a hipótese. Na Holanda, mais de 150 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que a seleção não dispute o torneio nos Estados Unidos.

O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, surpreendeu ao apoiar publicamente um boicote de torcedores, pedindo que fãs “fiquem longe” dos jogos nos EUA em protesto contra a conduta do governo americano.

Políticos e dirigentes de França, Dinamarca e Reino Unido também levantaram a possibilidade de não participar, principalmente após Trump reiterar demandas sobre a Groenlândia.

As restrições que alimentam a indignação

A proibição de viagem atinge cidadãos de 39 países. Quatro dessas nações — Haiti, Senegal, Costa do Marfim e Irã — estão classificadas para a Copa. Atletas e comissões técnicas foram isentos das restrições, mas torcedores permanecem afetados.

Além disso, fãs de 50 países precisam depositar cauções de até US$ 15 mil por pessoa para obter visto de turista, tornando a viagem praticamente inviável para muitas famílias.

FIFA sob pressão dupla

A relação entre o presidente Gianni Infantino e Trump também gera desconforto. O dirigente da FIFA foi criticado por pular o próprio congresso da entidade para se reunir com o presidente americano no Oriente Médio, episódio que provocou uma debandada de oficiais europeus.

A FIFA afirmou que trabalha em “contingências” para contornar as cauções e garantir acesso ao torneio, mas admitiu que eventuais isenções provavelmente não se estenderiam aos familiares dos jogadores nem ao público em geral.

Boicote improvável, mas pressão real

Apesar do barulho, um boicote em larga escala é considerado improvável. As seleções classificadas investiram anos na qualificação e dificilmente abririam mão de disputar o Mundial. No entanto, a pressão política e a insatisfação popular servem como instrumento de negociação com a FIFA e o governo americano para garantir melhores condições de acesso ao torneio.

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