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Estêvão sofre lesão grau 4 e Copa do Mundo 2026 fica em risco

Lesão grau quatro de Estêvão no Chelsea ameaça sua Copa do Mundo de 2026; com Rodrygo já fora, a seleção perde dois atacantes do time titular.

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TL;DR

Atacante do Chelsea rasgou músculo da coxa direita no sábado; exame confirmou lesão grau 4 e participação na Copa do Mundo 2026 é altamente improvável.

Estêvão saiu de campo aos 12 minutos do primeiro tempo, no último sábado, com dor no músculo da coxa direita. A partida era Chelsea contra Manchester United, e o jovem brasileiro nem completou um quarto de hora antes de sentir o músculo numa arrancada em contra-ataque. Ao final do jogo, o técnico Liam Rosenior confirmou que o atacante estava chorando no vestiário.

A ressonância magnética feita na segunda-feira trouxe o diagnóstico que o clube já temia, segundo O Globo: lesão grau quatro na coxa direita. O portal inglês The Athletic foi direto ao ponto ao concluir que a participação de Estêvão na Copa do Mundo de 2026 é altamente improvável.

Com 18 anos e em sua primeira temporada europeia, o ex-Palmeiras havia somado oito gols e quatro assistências em 36 jogos pelo Chelsea, incluindo três gols em sete partidas da Liga dos Campeões. A temporada deve acabar aqui.

O custo para a seleção

A seleção brasileira já havia perdido Rodrygo para o Mundial, após o jogador romper o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho direito. Com Estêvão agora fora do horizonte, Carlo Ancelotti perde dois dos nomes mais promissores do setor ofensivo.

O momento é crítico. Faltam cerca de 50 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, e a convocação final ainda não foi anunciada. Como aponta a Trivela, a Data FIFA de março, com amistosos contra França e Croácia, foi a última chance de Ancelotti testar alternativas antes do torneio.

Estêvão já havia passado 25 dias fora no início do ano, entre 20 de fevereiro e 16 de março, com uma lesão muscular na perna esquerda. Naquela oportunidade ficou de fora dos amistosos da seleção. Desta vez, a lesão é mais grave, o prazo é menor e o que está em jogo, incomparavelmente maior.

O Brasil e o peso das ausências

O contexto que cerca a seleção não ajuda. Pesquisa do Datafolha realizada em abril, citada pela Exame, mostra que apenas 29% dos brasileiros apostam no título nacional na Copa do Mundo de 2026. Antes de 2014, esse índice passava de 56%. Outros 46% acham que a seleção não vai além das quartas de final.

A França, com 17%, aparece como a principal rival na percepção do brasileiro. Argentina e Alemanha somam 4% cada. O dado mais revelador: quem aposta em alguma seleção estrangeira já supera, numericamente, quem ainda confia no Brasil.

O álbum da Panini de 2026, que já circula em bancas europeias antes do lançamento oficial no Brasil, previsto para 1º de maio, resume bem o clima. Segundo o Pensar Piauí, a publicação não inclui Neymar, ausência inédita nas últimas quatro Copas, em meio a incertezas sobre sua convocação.

O banco pode ser a resposta

Com o ataque sendo corroído por lesões, a profundidade do elenco ganha outro peso. A Bolavip Brasil destaca que Luiz Henrique, Endrick e Gabriel Martinelli foram bem nos amistosos de março e representam alternativas reais para Ancelotti. O treinador, que não repetiu o time titular em nenhum dos seus dez jogos à frente da seleção, vai precisar dessas opções mais cedo do que planejava.

Há uma diferença importante, porém, entre ter opções de banco e perder titulares já consolidados. Estêvão e Rodrygo tinham espaço no 11 principal. Substituí-los por suplentes não é o mesmo que trocá-los por peças de igual valor.

A pergunta que fica

Ancelotti precisará decidir nas próximas semanas se mantém Estêvão na lista apostando numa recuperação que os médicos consideram improvável, ou se libera a vaga para outro nome. A convocação está próxima. Até lá, o Chelsea e a seleção brasileira observam o mesmo diagnóstico com esperanças opostas.

Perguntas frequentes

Qual é a gravidade da lesão de Estêvão? Lesão grau quatro no músculo da coxa direita, o nível mais severo, que envolve ruptura completa do tecido. A recuperação costuma levar de três a quatro meses.

Estêvão vai para a Copa do Mundo 2026? A participação é considerada altamente improvável, conforme relatado pelo The Athletic. O Chelsea já temia esse diagnóstico antes mesmo da ressonância.

Quem pode substituir Estêvão na seleção brasileira? Luiz Henrique, Endrick e Gabriel Martinelli são os candidatos mais prováveis para preencher o espaço no ataque.

Quando começa a Copa do Mundo 2026? O torneio começa em junho de 2026, com a abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México, com capacidade para 104 mil pessoas.

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