Flamengo gasta R$ 53 mi/mês, maior elenco da América do Sul. Corinthians, o mais endividado do país, aparece em 3º com R$ 44 mi. Cinco clubes passam de R$ 30 mi.
O Flamengo desembolsou R$ 696 milhões em salários, direitos de imagem e bonificações ao longo de 2025. Dividido pelos 13 meses que incluem o décimo terceiro, o custo mensal chega a R$ 53 milhões. É uma margem que deixa o restante do futebol brasileiro distante.
Com a chegada de Paquetá e do técnico Leonardo Jardim neste ano, a folha rubro-negra cresceu ainda mais. O Flamengo carrega hoje o elenco de maior custo da história do futebol sul-americano. Os dados foram extraídos dos balanços financeiros de 2025 e compilados pelo R7 Esportes.
Palmeiras vem em segundo, com R$ 45 milhões mensais. Era o esperado. O terceiro lugar é onde o ranking surpreende.
O paradoxo corintiano
O Corinthians, a agremiação com o maior passivo do futebol nacional, gasta R$ 44 milhões por mês em pessoal. Quase o mesmo volume do Palmeiras. Memphis Depay, sozinho, responde por cerca de R$ 6 milhões dessa conta mensalmente.
É uma contradição estrutural: enquanto negocia com credores e debate o refinanciamento de dívidas bilionárias, o Timão sustenta uma das maiores folhas do país. O tema ganhou repercussão recente e leitores do esquerda.blog que acompanham as intersecções entre economia e esporte vão reconhecer o padrão.
O Fluminense fecha o top 4 com R$ 40 milhões mensais. O tricolor é um dos representantes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes, torneio que serve de prévia ao ciclo da copa do mundo 2026. São Paulo aparece em quinto, com R$ 31 milhões.
Atlético-MG e Santos dividem o sexto lugar, com R$ 28 milhões cada. O Cruzeiro vem logo atrás, com R$ 27,8 milhões. Botafogo e Bahia fecham o top 10, nessa ordem.
O desmanche do campeão
A nona posição do Botafogo tem contexto. Após conquistar a Libertadores em 2024, o clube perdeu Almada, Luiz Henrique, Igor Jesus e John, entre outros. Mesmo assim, atletas do ciclo vencedor, como Alex Telles, Barboza e Joaquim Correa, ainda sustentavam contratos ativos no balanço do ano passado.
É o rastro financeiro de uma reconstrução incompleta. O elenco mais enxuto de 2025 vai aparecer nos números de 2026.
O que os balanços revelam
O levantamento expõe uma concentração de recursos que vai além da rivalidade entre Rio e São Paulo. Cinco clubes da Série A superam os R$ 30 milhões mensais. O restante do campeonato opera com orçamentos incomparavelmente menores, o que estrutura a disputa pelo título antes mesmo de a temporada começar.
Com a copa do mundo 2026 no horizonte e a convocação da seleção brasileira cada vez mais em pauta, a capacidade dos clubes de reter talentos passa diretamente por essas cifras. Quem paga mais segura jogador por mais tempo; quem não acompanha vê o atleta partir para a Europa cedo demais. A análise completa, com os balanços de referência, está disponível no R7 Esportes.
O Flamengo não vai largar a liderança tão cedo. Paquetá e Jardim já estão na folha, e o clube segue captando. A questão para os próximos anos é saber qual time consegue se aproximar sem comprometer as finanças do jeito que o Corinthians ainda tenta evitar.
Perguntas frequentes
Qual é a maior folha salarial do futebol brasileiro?
O Flamengo, com R$ 53 milhões mensais em 2025. O valor considera salários, direitos de imagem e bonificações incluindo o décimo terceiro, conforme levantamento do R7 Esportes.
Quantos clubes do Brasileirão gastam mais de R$ 30 milhões por mês?
Cinco: Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Fluminense e São Paulo, todos da Série A.
O Corinthians realmente gasta tanto quanto o Palmeiras com o elenco?
Segundo os balanços de 2025, quase. O Timão está em terceiro no ranking com R$ 44 milhões mensais, apenas R$ 1 milhão abaixo do Palmeiras, mesmo sendo o clube mais endividado do país.
Por que o Botafogo, campeão da Libertadores de 2024, aparece apenas em nono?
O clube desmontou boa parte do elenco vencedor após a conquista, mas os contratos antigos ainda pesavam nos números de 2025. O elenco mais barato deve refletir melhor no ranking do próximo ano.