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Galvão revelou ao presidente da CBF que Ancelotti era o nome certo

Narrador revelou que sugeriu o nome do técnico italiano ao ex-presidente da CBF durante o Qatar 2022. Brasil enfrenta Marrocos neste sábado no MetLife Stadium.

Por Rafael Monteiro · Reporter de Selecoes

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TL;DR

Em 2022, no Qatar, Galvão Bueno indicou Ancelotti ao então presidente da CBF. Agora, o técnico estreia pelo Brasil na Copa 2026 contra Marrocos.

Galvão Bueno contou que, durante a Copa do Mundo no Qatar, o então presidente da CBF o chamou para um almoço com um propósito específico: saber quem deveria ser o próximo treinador da seleção brasileira. A resposta veio sem hesitação. “Só tem um nome: Carlo Ancelotti”, disse o narrador em entrevista ao Bolavip Brasil, concedida ao correspondente Diego Torbes durante a cobertura da copa do mundo 2026.

O detalhe que torna o relato relevante não é o nome em si, mas o momento. Ancelotti ainda estava no Real Madrid. A conversa aconteceu antes de qualquer negociação formal, quando o assunto sequer era público.

Neste sábado, 13 de junho, o técnico italiano comanda o Brasil na estreia contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O círculo se fecha.

A indicação informal

Na conversa com Torbes, Galvão narrou que o dirigente queria um nome estrangeiro, não brasileiro. Isso já em 2022, quando o debate sobre a nacionalidade do treinador ainda dividia opiniões dentro da CBF. Diante desse critério, disse o narrador, havia apenas uma opção lógica.

Os argumentos que apresentou ao presidente eram objetivos: Ancelotti havia trabalhado com dezenas de jogadores brasileiros no Milan e no Real Madrid, construiu relações de confiança com esse perfil de atleta e era o único técnico da história a conquistar as cinco principais ligas europeias. Não existia, segundo ele, outro nome com esse conjunto de credenciais, conforme relatado ao Bolavip Brasil.

Que Galvão tenha sido consultado pelo presidente da CBF, ainda que informalmente, diz algo sobre como a entidade buscava referências fora de seu próprio círculo técnico. O narrador acompanhou as principais campanhas da seleção nas últimas décadas. Sua indicação antecipou, por anos, o que o torcedor só descobriria mais tarde.

O Brasil que vai a campo

Enquanto o passado da escolha vem à tona, o presente exige atenção. Ancelotti manteve sigilo absoluto sobre a escalação nos treinos desta semana no CT Columbia Park, em Morristown. Segundo o IstoÉ, o treinador abriu apenas 15 minutos de atividade para a imprensa na sexta-feira, sem distribuição de coletes, sem pista sobre o time titular.

Circulou entre os jornalistas uma provável formação com Alisson; Danilo (ou Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (ou Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. É uma lista com mais perguntas do que respostas, especialmente nas laterais.

Neymar é a ausência que concentra as atenções. O atacante se apresentou à Granja Comary em 27 de maio já contundido, com uma lesão grau 2 na panturrilha direita, e não treinou em campo em nenhum momento da preparação, nem no Brasil nem nos Estados Unidos. De acordo com o IstoÉ, o camisa 10 permanece inteiramente nas mãos do departamento médico da seleção.

O que a estreia revela

A copa do mundo 2026 tem formato diferente das anteriores: 48 seleções, fase de grupos ampliada, jogos distribuídos por três países. O Brasil entra no torneio com uma geração de meio-campo que nunca atuou junta em um Mundial de forma consistente. Ancelotti herda um grupo talentoso e ainda em construção.

Historicamente, o Brasil tende a crescer ao longo dos torneios, não na estreia. A relação que o técnico construiu com jogadores brasileiros ao longo de sua carreira pode ser exatamente o que aproxima técnica e coesão num grupo que ainda está se encontrando. Isso é, afinal, o que Galvão descreveu naquele almoço no Qatar: não um técnico escolhido no improviso, mas um nome que fazia sentido há quatro anos.

O que acontece depois de Marrocos vai dizer se Ancelotti consegue transformar esse histórico em identidade. Copa não espera.

Perguntas frequentes

O que Galvão Bueno revelou sobre Ancelotti e a seleção brasileira? Em entrevista durante a copa do mundo 2026, Galvão contou que indicou Ancelotti ao então presidente da CBF em um almoço no Qatar, em 2022, citando o histórico do técnico com jogadores brasileiros e seus títulos na Europa.

Qual é a estreia do Brasil na copa do mundo 2026? O Brasil enfrenta Marrocos neste sábado, 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Neymar vai jogar contra Marrocos? Não. Neymar trata de uma lesão grau 2 na panturrilha direita e não treinou com o grupo em nenhum momento da preparação para o torneio.

Quem indicou Ancelotti para a seleção brasileira? A CBF conduziu o processo formal de contratação, mas Galvão Bueno revelou ter sugerido o nome ao ex-presidente da entidade informalmente, durante a Copa do Qatar, em 2022.

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