Continente terá representação recorde no Mundial com 10 equipes classificadas. Seleções africanas intensificam preparação com amistosos de alto nível.
A África terá representação recorde na Copa do Mundo de 2026. Com a classificação da RD Congo na repescagem intercontinental, o continente garantiu 10 seleções no Mundial — o dobro das cinco vagas que tradicionalmente ocupava antes da expansão para 48 equipes.
As dez classificadas
As seleções africanas confirmadas são Marrocos, Senegal, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, Costa do Marfim, Cabo Verde, África do Sul e RD Congo. Destas, Cabo Verde será a grande novidade: a pequena nação insular fará sua estreia absoluta em Mundiais, tornando-se uma das menores seleções — em território e população — a disputar uma Copa.
A RD Congo também vive momento histórico. Os Leopardos voltam ao palco mundial pela primeira vez desde 1974, quando ainda se chamavam Zaire.
Preparação intensa com amistosos globais
As dez seleções já definiram calendários de amistosos ambiciosos para chegar afiadas ao torneio. A preparação se espalha por quatro continentes:
- Marrocos enfrenta Equador e Paraguai em Marrakech, mantendo a estratégia de testar adversários sul-americanos
- Senegal vai a campo contra Peru e Gâmbia em março, e depois mede forças com Estados Unidos (31 de maio, Charlotte) e Arábia Saudita (9 de junho, San Antonio)
- Egito viaja à Arábia Saudita antes de um duelo de peso contra a Espanha
- Gana terá uma dobradinha europeia exigente: Áustria e Alemanha
- Costa do Marfim enfrenta Coreia do Sul e Escócia no Reino Unido
- Tunísia joga contra Haiti e Canadá na América do Norte, ganhando experiência nas condições que encontrará na Copa
- Cabo Verde disputa amistosos contra Chile e Finlândia na Nova Zelândia
- África do Sul recebe o Panamá duas vezes, em Durban e na Cidade do Cabo
- Argélia enfrenta Guatemala e Uruguai na Europa
O legado de 2022 como impulso
A campanha histórica do Marrocos no Qatar — semifinalista da Copa de 2022, primeiro país africano a alcançar esse estágio — elevou as expectativas para o continente. Com dez representantes, as chances de ao menos uma seleção africana avançar longe no torneio são maiores do que nunca.
O investimento em desenvolvimento do futebol, com melhores estruturas de base e fluxo crescente de jogadores africanos nas principais ligas europeias, reforça o otimismo. Marrocos, adversário do Brasil no Grupo C, chega como uma das potências do continente. Senegal, no temido Grupo I com a França, também promete dar trabalho.
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